Mário Castrim - o cidadão e a obra literária - Videoconferência em 5 de novembro

Mário Castrim (1920-2002) foi um relevante intelectual, democrata e antifascista que ficou conhecido como o mais importante crítico de televisão do seu tempo e que se destacou como poeta interventivo, autor de obras para crianças e jovens e sobre televisão. Muito culto e com um sentido de humor apurado, é justo dizer que foi também um pedagogo, quer enquanto professor quer enquanto responsável pelo marcante Diário de Lisboa Juvenil, sem esquecer que foi um dos pioneiros recenseadores de livros para os mais novos na nossa imprensa.

Nesta videoconferência da UPP, que assinala o centenário do seu nascimento, evocar-se-á a sua personalidade: o cidadão, o escritor e o homem ligado ao jornalismo crítico.

Mário Castrim - o cidadão e a obra literária, com José António Gomes, ensaísta, crítico literário, investigador e professor do ensino superior público e Ribeiro Cardoso, jornalista.

5 de Novembro de 2020, quinta-feira, 18H00

Participação livre por videoconferência, sujeita a inscrição prévia por mail para upp.secretaria@gmail.com

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Um homem que mudou a forma de pensar e de agir sobre o mundo

Assinalando os 200 anos do nascimento de Friedrich Engels, a UPP promoveu no dia 22 de Outubro uma conferência de Guilhermino Monteiro subordinada ao tema “Friedrich Engels - O homem e a obra”.
Professor de História do ensino básico e secundário e estudioso de temas sobre o marxismo, Guilhermino Monteiro desenvolveu a sua intervenção sobre os diferenciados aspectos da acção de Engels.
Começando por abordar a questão prática, ou seja a entrada na ação política que Engels, juntamente com Marx, desenvolveu durante mais de 40 anos, Guilhermino Monteiro centrou-se depois na apresentação de algumas obras, incluindo textos de Engels surpreendentemente dedicados a Portugal e incluídos numa pequena brochura que apresentou no fim.
Nessa brochura, intitulada “ENGELS NO CONSELHO GERAL DA INTERNACIONAL – AIT, 1870-1871 durante a guerra franco-alemã e a Comuna de Paris e outros textos”, são transcritas duas cartas do jovem Engels onde confessa o deleite de ler “Os Lusíadas” e onde considera que Portugal é uma nação muito respeitável.
Editada pela UPP, esta brochura pode ser adquirida em papel na secretaria da UPP ou descarregada em pdf em https://www.upp.pt/drupal/node/404
Guilhermino Monteiro evidenciou através do estudo das obras e da ação de Friedrich Engels que este, caminhando desde muito jovem em direcção ao movimento operário, desenvolveu juntamente com Karl Marx um pensamento e uma ação que marcaram decisivamente a história e a forma de olhar o mundo nos últimos 175 anos.

Mais fotografias em https://www.facebook.com/UniversidadePopulardoPorto/

Tema:

Conferência "Fredrich Engels- O homem e a obra"

Assinalando os 200 anos do nascimento de Fredrich Engels, cujo pensamento e ação marcaram decisivamente a história e a forma de olhar o mundo nos últimos 175 anos, a UPP promove em 22 de Outubro de 2020 uma conferência sobre "Fredrich Engels - O homem e a obra", apresentada por Guilhermino Monteiro, professor de História dos Ensinos Básico e Secundário e estudioso de temas sobre o marxismo.

22 de outubro de 2020 - Quinta-feira -18 horas

Conferência em formato presencial e por videoconferência.
Entrada livre, sujeita a inscrição prévia para upp.secretaria@gmail.com
Todas as inscrições serão confirmadas pela UPP para o e-mail remetente.
As participações presenciais serão limitadas ao espaço, de acordo com as orientações de segurança estabelecidas pelas autoridades sanitárias.

Durante a sessão será feita a apresentação da brochura de Guilhermino Monteiro “ENGELS NO CONSELHO GERAL DA INTERNACIONAL – AIT, 1870- 1871 durante a guerra franco-alemã e a Comuna de Paris e outros textos”.

Friedrich Engels é um personagem fascinante, mas pouco conhecido. Assumindo conscientemente um papel menor perante o seu amigo Marx, a sua ação prática e teórica foi todavia decisiva no estabelecimento dos princípios doutrinários do marxismo, na organização do movimento operário internacional e na promoção das lutas de libertação dos povos da opressão colonial. Por isso mereceu que a História o colocasse ao lado de Marx e Lenine, reconhecendo assim o seu legado à Humanidade
Falando várias línguas, escritor, tradutor, caricaturista, estudante de composição musical, atento ao avanço das ciências, especialista na arte da guerra, foi um combatente revolucionário.

Tema:

Data: 
Quinta, Outubro 22, 2020 - 18:00

CHINA: UMA CULTURA EM EVOLUÇÃO

CURSOS DA UPP

CHINA: UMA CULTURA EM EVOLUÇÃO
Prof. Sara Ferreira da Silva
Segundas-feiras às 16H30

Apresentação:

Num momento em que a China se vai tornando cada vez mais visível aos olhos ocidentais, sem no entanto deixar de os confundir, este curso pretende oferecer uma orientação no sentido de combater a tentação do estereótipo fácil para dar a conhecer um país com uma história cultural plena de complexidade, em que não faltam os debates ideológicos internos nem o confronto, por vezes belicoso, com ideias adventícias.

O curso debruçar-se-á sobretudo sobre a evolução entre várias escolas do pensamento chinês (e respectivas práticas) ao longo de quatro milénios de história, relevando a sua interacção e influência mútuas e a sua relação com o contexto político, social e económico, a fim de evidenciar uma cultura muito menos uniforme e muito mais criativa e aberta do que é geralmente esperado.

Neste sentido, será evitado o enfoque excessivo e essencialista sobre figuras particulares (e.g. Confúcio, etc.), ou sobre dinastias estáveis e poderosas com grande produção cultural (e.g. Han, Tang), dando-se preferência aos momentos de crise e mudança de paradigma, em que é possível observar transformações radicais no modo de entender a realidade e o sujeito humano e na consequente forma de organizar a política e a sociedade chinesas.

Programa:

1. Transformações intelectuais no período dos Reinos Combatentes (ca. 475-221 ACE), Dinastia Qin (221-206 AEC) e Dinastia Han (206 ACE - 220 EC) – Origens do pensamento imperial chinês: o cultivo de si em Confúcio e em Laozi, o Mandato do Céu e o nascimento do sistema burocrático centralizado;
2. Transformações religiosas no período das Seis Dinastias (220-589) – Os Três Ensinamentos: Confucionismo, Taoismo e a “Conquista Budista da China” – novos rituais e escrituras e impacto na arte e na literatura;
3. Novas ortodoxias no período entre a Dinastia Song e a Dinastia Ming (960-1368) – O desenvolvimento do Neo-Confucionismo;
4. A China moderna (século XX) – Ciência, Mercado e Nação como novos valores da elite intelectual; expansão e sinificação do Protestantismo; destruição/resistência das organizações religiosas.

Objectivo geral:
Adquirir uma base geral de conhecimentos acerca da cultura chinesa e das suas raízes filosóficas, religiosas, políticas e socioeconómicas, no sentido de contribuir para uma melhor compreensão da história das mentalidades do país e da sua influência na sociedade chinesa actual.

Docente:
Sara Ferreira da Silva
Tradutora e docente de língua chinesa. Iniciou os estudos de chinês e cultura chinesa em Portugal em 1997 e viveu 7 anos na China Continental, Macau e Hong Kong, onde estudou e trabalhou no âmbito da língua e cultura chinesas, tendo obtido um diploma de mestrado em Estudos Chineses na Chinese University of Hong Kong.

“O que temos andado a fazer?” - Sobre a CONFERÊNCIA "A Economia da Felicidade como Solução"

A CONFERÊNCIA "A Economia da Felicidade como Solução" realizou-se no dia 07 de Outubro, em formato presencial e por videoconferência.
O conferencista Gabriel Leite Mota, doutorado em Economia da Felicidade, perante um audiência atenta na sala da UPP e à distância por forma mediática, discorreu sobre esta teoria que defende que a economia enquanto ciência social necessita dos contributos da filosofia e da psicologia para incorporação nos modelos económicos da noção de felicidade como meta, calibrando as políticas económica nessa direção, criticando o atual modelo económico que apresenta ao PIB como o principal indicador, assente no crescimento e na produtividade, induzindo a acumulação de bens sem limites, desperdício, esgotamento de recursos constituindo uma ameaça à sustentabilidade ambiental.
Gabriel Leite Mota sublinhou haver evidência científica de que a felicidade é um sentimento humano, igual entre todos os seres humanos, que pode ser medido e cujos determinantes bioquímicos são iguais. A única coisa que difere são as formas individuais, ou sociais, de atingir essa felicidade, que têm variações geográficas e temporais, apesar de encontrarmos muitos determinantes sociais comuns. Esta constatação facilita a ideia de sermos todos iguais, pertencentes ao mesmo sistema humano. E permite que avancemos com políticas globais de melhoria da felicidade dos povos.
De acordo com os estudos enunciados, a promoção da democracia, a diminuição da discriminação e o respeito pelas escolhas individuais, uma melhoria na distribuição do rendimento, o preservar e potenciar de relações pessoais de qualidade (capital relacional), o aumento do capital social (a confiança nos estranhos e nas instituições), o aumento da paz, a conciliação da vida profissional com a vida pessoal, a dignidade laboral (salarial, de funções e de respeito mútuo entre profissionais), a aposta na saúde mental e preventiva e a diminuição da pressão consumista (uma vez satisfeitas as necessidades básicas de alimentação, habitação, saúde e educação), são as vias certas para o aumento da felicidade. Quanto mais este caminho for trilhado, menos espaço há para o aparecimento dos frustrados violentos.
Os indicadores de felicidade deverão substituir os indicadores da economia tradicionais e novos indicadores de desenvolvimento devem surgir para que a economia contribua para promover a democracia, a liberdade e a participação social, aumente a esperança de vida, garanta a paz e a segurança, acabe com a pobreza, diminua as desigualdades sociais, diminua o desemprego, a solidão, o crime e a violência, pechas de um modelo que não tem a felicidade como objectivo último.
Defendendo, em suma, que as políticas económicas devem ser avaliadas pelo impacto na felicidade, sendo este o percurso que aumentará o conhecimento, rigor e utilidade da ciência económica.
Sublinhando ainda a fragilidade histórica, do conceito programático do PIB - produto interno bruto de Kruznets, Gabriel Leite Mota deixou a inquietação da métrica da economia da felicidade que, segundo o autor, deverá trazer para o discurso económico a eficiência na produção de vidas felizes.

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HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL

CURSOS DA UPP

HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL
Prof. Jorge Ribeiro
Terças-feiras às 16H30

Em finais dos Anos 50, o colonialismo português apodrecia de forma notória no contexto internacional. Em África, os povos que subjugamos durante séculos começaram a reagir de forma intensiva ao trabalho forçado. E, em pouco tempo, os eternos escravos já faziam greves. A reação em Lisboa foi partir para a guerra, rapidamente e em força. Para os portugueses foi o pior acontecimento político-militar do século 20. Para os africanos, a estratégia inimiga dos massacres abria a porta dos genocídios. Hoje, sessenta anos depois, quarenta e cinco dos quais em liberdade e democracia, os compêndios escolares não explicam nada sobre os milhares e milhares de mortos, dos dois lados, em três frentes de uma guerra inútil. Os livros sobre esta página da História tornaram-se «incómodos» para as prateleiras e montras das livrarias.
A Universidade Popular do Porto – UPP - regressa no corrente ano letivo a este tema tão importante da nossa biografia coletiva. O curso sobre HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL é apresentado pelo Professor Jorge Ribeiro, investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, autor de várias obras sobre a Guerra Colonial. É Antigo Combatente.

Mais informações na secretaria da UPP (226098641 upp.secretaria@gmail.com)

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(foto noticiasdaguerra.com)

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