Conferência "Fredrich Engels- O homem e a obra"

Assinalando os 200 anos do nascimento de Fredrich Engels, cujo pensamento e ação marcaram decisivamente a história e a forma de olhar o mundo nos últimos 175 anos, a UPP promove em 22 de Outubro de 2020 uma conferência sobre "Fredrich Engels - O homem e a obra", apresentada por Guilhermino Monteiro, professor de História dos Ensinos Básico e Secundário e estudioso de temas sobre o marxismo.

22 de outubro de 2020 - Quinta-feira -18 horas

Conferência em formato presencial e por videoconferência.
Entrada livre, sujeita a inscrição prévia para upp.secretaria@gmail.com
Todas as inscrições serão confirmadas pela UPP para o e-mail remetente.
As participações presenciais serão limitadas ao espaço, de acordo com as orientações de segurança estabelecidas pelas autoridades sanitárias.

Durante a sessão será feita a apresentação da brochura de Guilhermino Monteiro “ENGELS NO CONSELHO GERAL DA INTERNACIONAL – AIT, 1870- 1871 durante a guerra franco-alemã e a Comuna de Paris e outros textos”.

Friedrich Engels é um personagem fascinante, mas pouco conhecido. Assumindo conscientemente um papel menor perante o seu amigo Marx, a sua ação prática e teórica foi todavia decisiva no estabelecimento dos princípios doutrinários do marxismo, na organização do movimento operário internacional e na promoção das lutas de libertação dos povos da opressão colonial. Por isso mereceu que a História o colocasse ao lado de Marx e Lenine, reconhecendo assim o seu legado à Humanidade
Falando várias línguas, escritor, tradutor, caricaturista, estudante de composição musical, atento ao avanço das ciências, especialista na arte da guerra, foi um combatente revolucionário.

Tema:

Data: 
Quinta, Outubro 22, 2020 - 18:00

CHINA: UMA CULTURA EM EVOLUÇÃO

CURSOS DA UPP

CHINA: UMA CULTURA EM EVOLUÇÃO
Prof. Sara Ferreira da Silva
Segundas-feiras às 16H30

Apresentação:

Num momento em que a China se vai tornando cada vez mais visível aos olhos ocidentais, sem no entanto deixar de os confundir, este curso pretende oferecer uma orientação no sentido de combater a tentação do estereótipo fácil para dar a conhecer um país com uma história cultural plena de complexidade, em que não faltam os debates ideológicos internos nem o confronto, por vezes belicoso, com ideias adventícias.

O curso debruçar-se-á sobretudo sobre a evolução entre várias escolas do pensamento chinês (e respectivas práticas) ao longo de quatro milénios de história, relevando a sua interacção e influência mútuas e a sua relação com o contexto político, social e económico, a fim de evidenciar uma cultura muito menos uniforme e muito mais criativa e aberta do que é geralmente esperado.

Neste sentido, será evitado o enfoque excessivo e essencialista sobre figuras particulares (e.g. Confúcio, etc.), ou sobre dinastias estáveis e poderosas com grande produção cultural (e.g. Han, Tang), dando-se preferência aos momentos de crise e mudança de paradigma, em que é possível observar transformações radicais no modo de entender a realidade e o sujeito humano e na consequente forma de organizar a política e a sociedade chinesas.

Programa:

1. Transformações intelectuais no período dos Reinos Combatentes (ca. 475-221 ACE), Dinastia Qin (221-206 AEC) e Dinastia Han (206 ACE - 220 EC) – Origens do pensamento imperial chinês: o cultivo de si em Confúcio e em Laozi, o Mandato do Céu e o nascimento do sistema burocrático centralizado;
2. Transformações religiosas no período das Seis Dinastias (220-589) – Os Três Ensinamentos: Confucionismo, Taoismo e a “Conquista Budista da China” – novos rituais e escrituras e impacto na arte e na literatura;
3. Novas ortodoxias no período entre a Dinastia Song e a Dinastia Ming (960-1368) – O desenvolvimento do Neo-Confucionismo;
4. A China moderna (século XX) – Ciência, Mercado e Nação como novos valores da elite intelectual; expansão e sinificação do Protestantismo; destruição/resistência das organizações religiosas.

Objectivo geral:
Adquirir uma base geral de conhecimentos acerca da cultura chinesa e das suas raízes filosóficas, religiosas, políticas e socioeconómicas, no sentido de contribuir para uma melhor compreensão da história das mentalidades do país e da sua influência na sociedade chinesa actual.

Docente:
Sara Ferreira da Silva
Tradutora e docente de língua chinesa. Iniciou os estudos de chinês e cultura chinesa em Portugal em 1997 e viveu 7 anos na China Continental, Macau e Hong Kong, onde estudou e trabalhou no âmbito da língua e cultura chinesas, tendo obtido um diploma de mestrado em Estudos Chineses na Chinese University of Hong Kong.

“O que temos andado a fazer?” - Sobre a CONFERÊNCIA "A Economia da Felicidade como Solução"

A CONFERÊNCIA "A Economia da Felicidade como Solução" realizou-se no dia 07 de Outubro, em formato presencial e por videoconferência.
O conferencista Gabriel Leite Mota, doutorado em Economia da Felicidade, perante um audiência atenta na sala da UPP e à distância por forma mediática, discorreu sobre esta teoria que defende que a economia enquanto ciência social necessita dos contributos da filosofia e da psicologia para incorporação nos modelos económicos da noção de felicidade como meta, calibrando as políticas económica nessa direção, criticando o atual modelo económico que apresenta ao PIB como o principal indicador, assente no crescimento e na produtividade, induzindo a acumulação de bens sem limites, desperdício, esgotamento de recursos constituindo uma ameaça à sustentabilidade ambiental.
Gabriel Leite Mota sublinhou haver evidência científica de que a felicidade é um sentimento humano, igual entre todos os seres humanos, que pode ser medido e cujos determinantes bioquímicos são iguais. A única coisa que difere são as formas individuais, ou sociais, de atingir essa felicidade, que têm variações geográficas e temporais, apesar de encontrarmos muitos determinantes sociais comuns. Esta constatação facilita a ideia de sermos todos iguais, pertencentes ao mesmo sistema humano. E permite que avancemos com políticas globais de melhoria da felicidade dos povos.
De acordo com os estudos enunciados, a promoção da democracia, a diminuição da discriminação e o respeito pelas escolhas individuais, uma melhoria na distribuição do rendimento, o preservar e potenciar de relações pessoais de qualidade (capital relacional), o aumento do capital social (a confiança nos estranhos e nas instituições), o aumento da paz, a conciliação da vida profissional com a vida pessoal, a dignidade laboral (salarial, de funções e de respeito mútuo entre profissionais), a aposta na saúde mental e preventiva e a diminuição da pressão consumista (uma vez satisfeitas as necessidades básicas de alimentação, habitação, saúde e educação), são as vias certas para o aumento da felicidade. Quanto mais este caminho for trilhado, menos espaço há para o aparecimento dos frustrados violentos.
Os indicadores de felicidade deverão substituir os indicadores da economia tradicionais e novos indicadores de desenvolvimento devem surgir para que a economia contribua para promover a democracia, a liberdade e a participação social, aumente a esperança de vida, garanta a paz e a segurança, acabe com a pobreza, diminua as desigualdades sociais, diminua o desemprego, a solidão, o crime e a violência, pechas de um modelo que não tem a felicidade como objectivo último.
Defendendo, em suma, que as políticas económicas devem ser avaliadas pelo impacto na felicidade, sendo este o percurso que aumentará o conhecimento, rigor e utilidade da ciência económica.
Sublinhando ainda a fragilidade histórica, do conceito programático do PIB - produto interno bruto de Kruznets, Gabriel Leite Mota deixou a inquietação da métrica da economia da felicidade que, segundo o autor, deverá trazer para o discurso económico a eficiência na produção de vidas felizes.

Mais fotos em https://www.facebook.com/UniversidadePopulardoPorto/posts/35756710391798...

Tema:

Ficheiros: 

HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL

CURSOS DA UPP

HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL
Prof. Jorge Ribeiro
Terças-feiras às 16H30

Em finais dos Anos 50, o colonialismo português apodrecia de forma notória no contexto internacional. Em África, os povos que subjugamos durante séculos começaram a reagir de forma intensiva ao trabalho forçado. E, em pouco tempo, os eternos escravos já faziam greves. A reação em Lisboa foi partir para a guerra, rapidamente e em força. Para os portugueses foi o pior acontecimento político-militar do século 20. Para os africanos, a estratégia inimiga dos massacres abria a porta dos genocídios. Hoje, sessenta anos depois, quarenta e cinco dos quais em liberdade e democracia, os compêndios escolares não explicam nada sobre os milhares e milhares de mortos, dos dois lados, em três frentes de uma guerra inútil. Os livros sobre esta página da História tornaram-se «incómodos» para as prateleiras e montras das livrarias.
A Universidade Popular do Porto – UPP - regressa no corrente ano letivo a este tema tão importante da nossa biografia coletiva. O curso sobre HISTÓRIA DA GUERRA COLONIAL é apresentado pelo Professor Jorge Ribeiro, investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, autor de várias obras sobre a Guerra Colonial. É Antigo Combatente.

Mais informações na secretaria da UPP (226098641 upp.secretaria@gmail.com)

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(foto noticiasdaguerra.com)

Tema:

CONFERÊNCIA: "A Economia da Felicidade como Solução", com Gabriel Leite Mota

7 DE OUTUBRO, QUARTA-FEIRA, 18H00 - Conferência, em formato presencial e por videoconferência, sobre "A Economia da Felicidade como Solução", com o economista Gabriel Leite Mota

A economia da felicidade é o estudo quantitativo e teórico da felicidade e da evolução positiva ou negativa do bem-estar na qualidade de vida, da satisfação de vida e de conceitos relacionados, normalmente combinando a economia com outros campos como a psicologia e a sociologia

Gabriel Leite Mota é o primeiro e único economista português doutorado em Economia da Felicidade.

As inscrições devem ser efectuadas previamente por email para upp.secretaria@gmail.com e devem indicar a opção de participação presencial ou de participação por videoconferência.

As participações presenciais serão limitadas ao espaço e às condições de segurança determinadas pelas autoridades sanitárias.

Todas as inscrições serão confirmadas pela UPP para o e-mail remetente.

Consulte o cartaz e INSCREVA-SE

Data: 
Quarta, Outubro 7, 2020 - 18:00

CURSOS LIVRES DA UPP - UMA OFERTA CULTURALMENTE RICA E VARIADA

O ano letivo 2020/21 arrancou com segurança na UPP.
Os cursos livres diurnos são muitos e de qualidade.
Pode assistir a quase todos os cursos na UPP ou em casa. As aulas são, regra geral, presenciais, com respeito pelas regras de segurança, mas a maioria dos cursos é também ministrada por videoconferência.
Consulte a relação de cursos e contacte a secretaria da UPP.

INSCREVA-SE

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